quarta-feira, 12 de maio de 2010

Distante!




Queria voar
Abrir os braços e sair por aí
Até encontrar
Tão sonhado lugar
Em que eu possa existir
Sem nada suprimir
Ah! Quem me dera libertar
Essa voz tão cansada
Esse olhar tão distante
De quem luta em acreditar
Na verdade que virou mentira
Na incerteza que se tornou a vida
Nas paisagens que não sobrevivem mais
Só por um instante, eu desejaria
Sentir-me livre e contente
Nesse mundo e não vê
A tristeza estampada no rosto dessa gente
Que vive sem ter por que!
O tempo que era sagrado
Tornou-se tão escasso
E quando abro os olhos meus
O trem dos sonhos já passou
O ônibus no ponto já chegou
E nem deu tempo de dizer adeus!

2 comentários:

Ana Karulina disse...

O valor da vida está em baixa, tudo se tornou tão superficial e distante do que eu sempre quis.
A verdade não se encontra mais nos olhos das pessoas e tudo parece vazio.
Meu coração continua a bater e minha alma a vibrar por coisas mais puras, por sentimentos mais intensos.
Eu continuo acreditando na vida, no que há de mais belo, acredito na força de meus sonhos e na minha vontade de viver.
O que mais importa hoje é não deixarmos de ser nós, e não deixar que a desilusão nos alcance, acreditar no que nos faz bem e continuar fazendo este bem, não importa a quem.
;]

Nega lora, esperaremos o futuro juntas, acreditando na vida e nos seus valores imensuráveis.

Adriano Cabral disse...

Pois é Ana,
como dizia a música, apesar de você amanhã há de ser outro dia.

Apesar dos outros, temos PRECISAMOS nos manter ÍNTEGROS.