terça-feira, 15 de junho de 2010

Faíscas!

  
Já não tenho endereço certo
Nem sei onde mora a minha casa
Vivo pelo mundo a procurar
O outro pedaço da minha asa
Andarilha sem destino
Meu rumo está em cada olhar
Nos disparos de esperança sem brilho
Nos pontos de ônibus, nas calçadas
Viadutos, bancos de praças
Coberto pelas notícias dessa pátria sem lar
Afago o rosto da solidão
E recebo dela compaixão e verdade
Desenho na parede do meu sono
Sonhos coloridos de solidariedade
Contemplo o semblante da tristeza
E ela ensina-me a contradição
De enxergar através do escuro
A chama da utopia, faíscas da revolução!

Um comentário:

Ana Karulina disse...

Me perco, me procuro e me encontro em cada palavra, em cada lugar e em cada semblante.
Caminho sem rumo, sem pressa para que eu consiga ver tudo, enxergar o que realmente interessa, o que tem valor.
Paro em cada esquina para lembrar um pouco mais de mim, o que fiz, o que deixei de fazer, o que perdi e no que acreditei.
E assim vivo, me modifico, me transformo e me renovo.

;D
Amo sua nega lôra safada que não sabe o quanto me faz falta!