sábado, 15 de agosto de 2009

Tempo de menina


Sinto o cheiro da minha terra
Quando fecho os olhos a sonhar
Lembro daquele jeitinho que há nela
Lugar algum, igual não há

As cantigas do meu tempo de menina
Da fogueira sob o luar
A pureza dos severinos e severinas
Batendo palmas a dançar

As Donas Marias e os seus Josés
A cocada alegre de Dona Dina
O juju fresquinho da Colina
E na casinha de Dona Tonha
O cheirinho carinhoso de seu café

A casinha de camponesa
Onde vestia a saia branca e ia pescar
Colhia as flores na beira da represa
Pro meu cabelo despenteado enfeitar

E montada no cavalo branco
Brincava de heroína pelas serras e montanhas
Como o Dom quixote e o seu fiel Sancho
Vencia os vilões entre os gigantes pés de manga

A brisa do mar nos coqueirais
O colar de conchas que fazia
Tudo era do tamanho da paz
Mal nenhum, existir poderia

Bruxas e fadas sorriam para ela
À camponesa, à heroína, à sereia do mar
Um mundo de sonhos e aquarelas
Iluminavam a menina, que cedo aprendeu a voar!

2 comentários:

Ana Karulina disse...

pureza de criança, lembraça de infância, tudo q foi, um dia será novamente, não hoje e nem amanhã, e sim, em uma próxima vida.

o q nos resta é crescer, amadurecer e não esquecer do q um dia fomos e manter no coração a felicidade de ser alma pura.

:D

Julianne Melo disse...

Eis o tempo dos jardins secretos,
da juras sinceras,
da felicidade eterna!