quarta-feira, 28 de julho de 2010

Solidão e mel!



O que me consome não me traduz
O que me destrói não são os dias sem luz
O que me amarga não é a ajuda ignorada
Nem tampouco o prazer de um tolo
Ao ver-me grunindo, se lança em gargalhada
O que me dói, não são os espinhos
de uma vida enfarpada em redemoinhos
de coisas que se repetem
frases, gestos, mentiras, 
fatos indigestos, 
que me levam a voar daqui
aonde eu possa ser livre e partir
em solidão e paz!
Não temo a imaginação que me toma
em dias escuros e sombrios
Não temo os dragões que afoguentam em seus ares
os desejos e ideais de uma mulher
que viaja no tempo, outras epocas
buscando além de si
a chave de todos os seus eus e mistérios!
Não me contém nenhuma frase romântica,
cheirando a flores de campo
se em meio a fumaça do dia
vejo que não passas de promessas vazias
não me convém com palavras e enganos
dizendo ser o que não o é em seus planos
quando carente apela um pouco da minha melancolia
O que me destrói não me pertence
O que me consome jamais entenderás
quando o mel que me adoça a boca
já não sabes como encontrar!

Um comentário:

Ana Karulina disse...

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."